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Adolescentes denunciam carícias na igreja desde 2001. Sacerdote nega todas as acusações; advogado aponta ‘fábula infantil’.
Garotos que dizem ter sido vítimas de abuso do padre José Afonso Dé, de 74 anos, indiciado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável e ato libidinoso com fraude na noite de segunda (12), relataram ao G1 que o sacerdote os convidava para sua casa com o pretexto de estudar a Bíblia, tomar chá e comer pipoca. Mas ao chegarem ao local, contam os denunciantes, eram forçados a beijar o pároco na boca e tinham seus órgãos sexuais tocados por ele.
O padre nega todas as acusações. Durante oito horas de interrogatório, afirmou ser inocente. Em entrevista ao G1, também refutou qualquer abuso. “Eu sou inocente dessa acusação. Nunca cometi nenhum abuso sexual com ninguém”, disse, na quinta (8), em Franca, antes de ser indiciado.
De acordo com a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), que também investiga crimes contra crianças e adolescentes, nove denúncias de pedofilia já foram feitas contra o religioso, que está afastado de suas funções.
Segundo a delegada Graciela de Lourdes David Ambrosio, da DDM, as vítimas seriam meninos de 12 e 16 anos que frequentavam a Paróquia São Vicente de Paulo, na periferia de Franca, e a casa do sacerdote. A paróquia é uma das mais tradicionais da cidade e o padre, uma das figuras mais populares da igreja católica na região.
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